Outlets próximos a NY!

Hello!!

Na postagem de hoje falarei um pouco mais sobre três Outlets próximos a NY para quem quer aproveitar a viagem ou o intercâmbio para fazer algumas comprinhas!!

Eu visitei dois deles, o Woodbury Common Premium Outlets e o Palisades Center, esse último é na verdade um shopping com carinha de Outlet! O terceiro que falarei aqui eu não visitei, mas tive amigos que foram. Escreverei, então, a partir dos comentários dessas pessoas!

Woodbury Common Premium Outlets – Localizado a aproximadamente 45 minutos de Tarrytown e a 1 hora de Manhattan, todos trajetos para chegar até ele passam por um pedágio. Fui até ele de táxi com minhas roommates, partimos de Tarrytown. O valor para ir foi US$ 100,00 e o de volta foi US$ 75,00 (o valor se refere ao táxi, não importando quantas pessoas o utilizassem). Achei ambos os preços BEM salgados, entretanto já estávamos com o horário bem apertado quando saímos e tivemos que pegar um dos táxis que estavam na porta do campus. É claro que o taxista aproveitou da nossa inocência para enfiar a faca… Na volta tivemos que pedir um número para chamar o táxi para uma moça que também estava esperando um táxi! Nunca deixe de ter salvo no seu celular pelo menos um número para não ficar na mão!!

Chegando lá procuramos por algum local que nos oferecesse um mapa, já que o local é gigante e não fazíamos ideia por onde começar! Não me lembro bem ao certo onde foi que os encontramos, mas depois que entendemos a geometria do lugar ficou mais fácil de se localizar! A entrada possuí um gigante estacionamento com um círculo de lojas em volta. No lado oposto à entrada é onde estão todas as outras lojas distribuídas em caminhos “circulares”. No mapa abaixo dá para entender melhor!

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Gastamos um dia inteiro nesse Outlet, chegamos aproximadamente 10 da manhã e fomos sair mais ou menos 5 da tarde (cheias de sacolas!). Almoçamos por lá, existe uma enorme praça de alimentação com várias opções de restaurante; o único problema foi conseguir encontrar uma mesa para sentar já que o local estava lotado!

Em relação às lojas eu gostei bastante, a maior parte são lojas de marca com preços que realmente valem a pena mesmo com o dólar a 4 reais (sim, essa era a cotação com as taxas quando eu fui em julho/2015…)! Comprei várias blusinhas por um preço de aproximadamente US$ 15,00 cada uma, um moletom da GAP por US$ 15,00, um tênis Adidas por US$ 60,00 (daqueles modelos que eu pagaria uns RS 400,00 aqui no Brasil) e duas bolsas, uma da Kipling para mim por US$ 40,00 e uma da Michael Kors para minha mãe por US$ 56,00! Considero o saldo do dia bem positivo! Consegui pegar uns preços ótimos e várias promoções!

O local em si é uma gracinha! Agradável de andar e bem sinalizado. Só senti um pouco de falta de locais com sombra, o Outlet inteiro é a céu aberto… Fazia muito sol e muito calor quando eu fui, era praticamente impossível andar sem óculos escuros! Ressalto aqui que é super importante passar protetor solar sempre que for andar sob o sol, por mais fraco que ele seja!! Use sapatos confortáveis e roupas que não sejam tão difíceis de tirar, já que você irá passar o dia todo trocando de roupa.

(Para acessar o site do outlet, clique aqui).

Palisades Center – Localiza-se a aproximadamente 15 minutos de Tarrytown e a 50 minutos de Manhattan (rota com pedágio). Eu e mais dois amigos brasileiros pegamos um táxi na porta da EF por US$ 40,00 e para voltar fomos até o ponto de táxi do shopping e pagamos US$ 30,00 (os valores, novamente, referem-se ao táxi e não por pessoa). Existe também um ônibus que faz o trajeto Tarrytown-Palisades em aproximadamente 40 minutos; as pessoas que foram me disseram que é super tranquilo.

Como eu já citei no começo do post, o Palisades não é bem um outlet mas sim um shopping. A diferença é que ele é um shopping com várias das lojas que nós brasileiros apreciamos, como Forever 21, Victoria Secrets, Abercrombie & Fitch, Aeropostale, GAP, Macy’s… (Para ver a lista completa das lojas e ter acesso ao site, clique aqui).

Chegamos aproximadamente meio dia no local, almoçamos na praça de alimentação e partimos para as compras! Minha primeira parada foi a Forever 21, a segunda parada foi o segundo andar da Forever 21… A loja é tão grande que gastei a tarde toda praticamente escolhendo e provando roupas! Comecei escolhendo 5 regatinhas básicas (aquelas típicas da Forever), uma de cada cor; fiquei impressionada com os incríveis US$ 1,90 que paguei em cada uma! Fui colocando em uma sacola várias roupas, quase não conseguia mais olhar as roupas direito nas araras sem ficar esbarrando na minha própria sacola! Dos produtos que separei levei uma calça jeans por US$ 10,00 e uma saia por US$ 6,00, além das blusinhas! Quando achei que não dava pra segurar mais nada nas minhas mãos eu fui procurar o provador. Descobri que ficava no segundo andar, até aí tudo bem. Até que eu subi… E me deparei mais e mais roupas! Assim que cheguei na sessão infantil descobri mais uma infinidade de regatinhas básicas e peguei mais duas!

Como eu não aguentava mais olhar e nem segurar roupas, fui direto ao provador. Nunca tive na vida uma calça jeans que serviu tão bem! Sem ajustes na cintura, sem ajustes na barra; simplesmente foi feita para mim! Provei tudo, separei o que serviu e fui para o caixa. Chegando na fila para pagar me deparei com várias maquiagens e acabei incluindo na minha sacola uma base em pó!  O saldo nessa loja foi: 7 regatinhas, 1 saia, 1 calça jeans e uma base em pó por incríveis US$ 48,42! Considero essa como uma das melhores compras que já fiz na vida!

Saindo de lá fui até a Victoria Secrets e comprei vários cremes, tanto para mim como para levar de presente para algumas amigas. Estavam todos em promoção, paguei 1/3 do valor original de cada frasco!

A essa altura já eram mais de 5 da tarde e decidimos voltar para o campus.

*Tanto as compras no Outlet quanto as compras no Palisades são taxadas no valor final em aproximadamente 4,3% nas roupas e em 8,4% em acessórios (o que acaba sendo tudo o que não é roupa).*

Jersey Gardens – Localizado em New Jersey a aproximadamente 1 hora de Tarrytown (trajeto com pedágio) e a 30 minutos de Manhattan, esse outlet é talvez um dos mais procurados pelos turistas por não possuir acréscimo das taxas! Ou seja, o valor que está afixado na peça é o valor final, sem que se acrescente 4,3% no preço! Meus amigos brasileiros juntaram um grupo de 12 pessoas e contrataram uma van por US$ 300,00 . Assim que chegaram, os que eram maiores de 18 e apresentaram o passaporte ganharam um bloquinho com vouchers de desconto para quase todas as lojas!

No Jersey Gardens é possível encontrar quase todas as lojas que se tem também no Woodbury (clique aqui para ver a lista) e a maioria delas é muito barata, mais barata do que o normal; isso porque a maioria das peças são de coleções passadas (um verdadeiro Outlet). O espaço é bem grande, são vários andares e a estrutura é muito bem montada. Todos que foram disseram que valeu muito a pena!

Termino por aqui de falar sobre os Outlets! Espero que tenha gostado da postagem! Semana que vem colocarei a última postagem do blog, na tradicional segunda-feira… Infelizmente, os relatos estão chegando ao fim!

See you!!

 

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Como funciona o metrô em NY!

Hello!!

No post de hoje falarei um pouco mais sobre o metrô de NY. Começarei ressaltando que as linhas não se restringem à Manhattan, elas continuam no meio dos bairros (como Brooklyn, The Bronx, Queens), isso torna o sistema metroviário GIGANTE! Manhattan é apenas um pequeno bairro perto dos outros, porém é onde está concentrado o maior fluxo de pessoas e a grande parte das linhas, que são operadas pela MTA.

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Esse é o sistema todo de metrô…

Como dificilmente você utilizará alguma dessas linhas nos bairros secundários, deixo abaixo um mapinha com as principais linhas de Lower Manhattan (a parte baixa de Manhattan) e Midtown Manhattan (a parte média), onde localizam-se os principais pontos turísticos da cidade.

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Essa é a parte do sistema que você irá usar na grande maioria das vezes!

Ok, eu sei que agora você deve estar tendo um pequeno infarto só de olhar pra esses mapas… Eu também tive a primeira vez que peguei um desses para olhar, não fazia ideia do que todas essas bolinhas com números e letras significavam! Mas vamos com calma…

O primeiro de tudo e mais importante: tenha um mapa. Consegui o meu na primeira vez que fui usar o metrô, esses mapinhas estão disponíveis em todas as estações e são ótimos! Eu não saía do Campus sem meu exemplar quando ia para Manhattan! Mesmo que você tenha dificuldade para interpretá-lo no começo, depois de algumas tentativas você se acostuma e começa a entender! Além do fato que eles são super úteis para se localizar em Manhattan (clique aqui para ler a postagem sobre Manhattan). Outra alternativa também muito eficiente é baixar um app no celular! Existem alguns que, além de ter o próprio mapa, indicam qual trem você deve pegar e em qual estação deve descer com base no seu destino final!

Assim como nas grandes cidades brasileiras, as linhas são divididas por cores e possuem baldeações entre si. O diferencial são exatamente aqueles números e letras que havia citado anteriormente! Cada cor de linha possuí uma numeração ou letras específicas, na azul, por exemplo, rodam os trens A, C e E; na vermelha, os trens 1, 2 e 3.

Nessa hora surge aquela pergunta: “Mas por que os trens são divididos?” E a resposta de uma garota que já andou bastante no metrô de São Paulo é: Não sei se é pra melhorar o fluxo ou atrapalhar… Em São Paulo, quando você está numa estação esperando um trem, você pode entrar assim que ele chegar na estação, tendo a certeza de que ele irá parar na estação que você precisa; não é isso que acontece em NY… Cada número/letra de trem para em estações específicas; logo, nem todos os trens param na estação que você está e nem todos param na estação que você precisa chegar!

Para saber qual trem passa em cada estação é só verificar o número/letra logo abaixo do nome da estação no mapa. Caso esteja em uma estação que só passe um dos trens mas precise descer numa estação que só passa o outro, é necessário descer em uma estação intermediária e aguardar o próximo trem que poderá te levar!

Como disse anteriormente não sei se isso ajuda ou atrapalha pois, por um lado, os trens chegam mais rápido ao destino, porém um trem pode demorar vários minutos para parar em uma estação! Teve dias que cheguei a ficar 20 minutos esperando pelo único trem que fazia parada na estação em que eu estava! Além de que o sistema é MUITO confuso para um viajante de primeira viagem em New York!

Algumas estações, geralmente as maiores e mais movimentadas, possuem letreiros indicando os números ou letras dos próximos trens que estão vindo, o que ajuda bastante!

Outro ponto super importante e que pode atrapalhar bastante é a orientação Uptown (sentido norte da cidade) e Downtown (sentido sul). Nas estações grandes tanto faz o lado que você entra, nas pequenas, porém, caso você entre do lado errado terá que ir até a próxima grande estação para trocar de sentido ou sair da estação, atravessar a rua e pagar por um novo bilhete para entrar! Por isso é muito importante estar bem atento e verificar se está entrando do lado certo! Certo dia, eu entrei no sentido errado e só fui perceber quando estava no trem fazia uns 5 minutos! Desci numa estação grande (que por coincidência era a última da linha), troquei de lado e segui pelo sentido correto.

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Todos os cartões que usei!

Agora que você sabe como se achar e como chegar no destino é hora de saber todo o resto! Só não vou me arriscar a falar sobre os diferentes tipos de tíquetes já que, todas as vezes que fiz uso do metrô, comprei o single ride (ou tíquete de uso único) que custava U$ 2,50.

Todas as entradas do metrô possuem um guichê com um funcionário e uma máquina automática que aceita cartão de crédito e dinheiro. Assim que comprar seu bilhete, se for single ride, você tem 2 horas para passar na catraca a partir do momento a compra. Caso não passe dentro desse período o bilhete torna-se invalido!

Vale ressaltar também que ao passar o cartãozinho na catraca ele perde o valor, ou seja, não pode ser reutilizado (afinal, é um tíquete de uso único). Guardei os meus por pura recordação! Hahaha!

A estação da Times Square acredito que é a maior de todas, pelo menos foi a maior pela qual passei! Abaixo do cruzamento iluminado encontra-se um labirinto de túneis e estações que interliga a grande parte das paradas ao redor! Para se ter uma ideia, é possível chegar da estação Times Square até a estação Grand Central andando! Existe um túnel que interliga as duas estações (nos mapas é representado por uma linha cinza escura)!

Empty_subway_in_NYCA parte interna dos trens é bem estranha pra mim… Estou acostumada com os trens largos e espaçosos de São Paulo. A primeira vez que entrei num trem do metrô de NY me senti dentro de uma lata de sardinhas… Os trens são finos e os assentos laterais e consecutivos! Para entender melhor o que estou tentando dizer, peguei a foto ao lado no Wikipedia já que não tirei nenhuma foto dos trens por dentro.

Temos que levar em conta que as primeiras estações foram inauguradas em 1904. Nesse período, a quantidade de pessoas que circulava era muito inferior a atual e, por esse motivo, os trens não precisavam ser muito largos; assim como também não precisavam os túneis e estações! Com o crescimento da cidade fica mais difícil escavar com segurança túneis mais largos para aumentar a largura dos trens, logo, os trens foram adaptados. As estações, em contrapartida, continuam as mesmas de mais de 100 anos atrás (com exceção das que possuem grande movimento, que foram ampliadas).

Acho que é fácil imaginar que é um pouco complicado levar malas dentro desse trem; esse foi um dos fatores que levou eu e a Izabella (uma as amigas do Intercâmbio) a preferirmos ir de transfer do Campus até o aeroporto (clique aqui para ler mais).

300px-Canal_Street_6_PlatformÉ interessante observar as pequenas estações que não possuem baldeação de um lado para o outro com suas paredes revestidas de ladrilhos; algumas delas possuem uma aparência de abandono, outras ainda conservam seu charme original. Novamente, peguei uma imagem do Wikipedia para tentar explicar o que quero dizer (só por curiosidade, Canal St. é uma das mais importantes estações em Chinatown e Little Italy).

Assim como no trem de Tarrytown para Manhattan (clique aqui para ler mais) é sempre bom levar uma blusa… No verão, o ar condicionado parece um paraíso assim que você entra no trem. Não mais do que 5 minutos depois você já está pedindo pra sua estação chegar logo pra sair do freezer! Hahahaha!

Certo dia, indo para a Estátua da Liberdade, peguei o metrô com mais dois amigos. Estava tentando achar uma coisa dentro da minha bolsa super cheia (a história é longa e não convém contar aqui). O trem estava cheio e acabamos ficando de pé. Comecei a tirar as coisas da minha bolsa e a segurar como conseguia tanto as minhas coisas como a mim mesma, até que o trem fez uma curva… Minhas coisas caíram no chão, eu quase cai, paguei mico e ainda quebrei meu pau de selfie novinho! Claro que meus amigos começaram a rir de mim junto comigo! Comecei a guardar as coisas novamente na bolsa quando o trem fez outra curva. Só não fui pro chão porque me seguraram… E com isso aprendi duas grandes e valiosas lições: a primeira é nunca ficar sem uma mão livre para se equilibrar quando estiver em pé num trem em movimento, a segunda é nunca começar a tirar as coisas da bolsa no meio do metrô! As curvas dos metrôs novaiorquinos são bem bruscas e podem ser bem malvadas com turistas distraídos e desavisados! Hahaha!

Concluindo, o metrô de New York possuí suas vantagens e desvantagens, seus encantos e descontentamentos; entretanto, nada se compara com a maravilhosa sensação de andar por entre os túneis da Times Square enquanto se ouve uma melodia vinda de uma banda tocando do outro lado da estação, sentindo-se como um verdadeiro novaiorquino.

Espero que tenha gostado da postagem! Posts novos toda segunda-feira!

See you!!

 

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Chegando no Campus!

Hello!!

Essa postagem é uma continuação do relato que escrevi sobre a saída do Brasil e a chegada na Big Apple (clique aqui para ler). Como já havia citado, eu estava com vários brasileiros dentro de um transfer indo para o Campus da EF. Não conseguíamos conter as risadas, a felicidade, a adrenalina… Enfim, estávamos super animados! Quando nos demos por conta a van estava subindo uma ladeira de um lugar super bonitinho, parecia cenário de filme e, alguns segundos depois, nos deparamos com um enorme complexo de prédios. Era o Campus. Saímos do transfer segurando a mochila e os casacos enquanto o funcionário retirava nossas malas e colocava na frente da escada daquele que parecia ser o prédio principal.

Pediram para que entrássemos no prédio e fossemos até a primeira sala à direita. Chegando lá uma moça pediu nosso passaporte e alguns dos papéis que o escritório da EF aqui no Brasil havia entregue. Logo ela deu para cada um de nós um pequeno envelope de crachá com um papelzinho dentro com algumas coisas escritas, a princípio, super estranhas.

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Na próxima sala sentávamos em uma cadeira, tirávamos uma foto, esperávamos alguns minutinhos e saíamos com nossa ID! O crachá serve para guardar a ID, já que você precisa dela para circular pelo Campus (principalmente durante a noite quando todos os prédios-dormitório possuem um segurança na porta controlando a entrada).

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É claro que você irá passar todo o resto da viagem tendo que mostrar pras pessoas sua ID com uma foto sua cheia de olheiras pós voo.

Na próxima e última sala as funcionárias irão finalizar seu cadastro e garantir que tudo esteja certinho. Elas vão tirar uma série de fotos de você, entregar os documentos que faltam, pegar os documentos que elas precisam (tirando foto de todos eles) e entregar um kit pro primeiro dia de aula com vários papéis com informações, um guia de sobrevivência no Campus e uma caneta!

Saindo dessa primeira etapa terá uma pessoa esperando para levar todos os alunos até os seus respectivos quartos. Foi aí que entendemos as várias letras nos crachás juntamente aos números: cada letra correspondia a um prédio-dormitório e os números indicavam o andar e o número do quarto. No meu caso, por exemplo, estava no Gerard (G), o meu quarto ficava no 3º andar e era o número 15 (315). Todos estávamos no Gerard e a maioria, por ser menor de 21, estava no 2º e 3º andar, quem era maior de 21 estava nos dois andares mais baixos. Se quiser entender um pouquinho mais como funcionam os prédios-dormitório eu escrevi uma postagem que você pode ler clicando aqui.

Depois de pegar o elevador (já que não dá pra subir dois lances de escada com uma mala super pesada) fui olhando a plaquinha de cada quarto até finalmente encontrar o meu, que era o último. Descrevi brevemente o que aconteceu agora no post sobre os prédios-dormitórios, mas para efeitos de sentido vou escrever novamente! Fiquei um pouco receosa assim que tentei abrir a porta… A chave emperrava e eu tive um pouco de dificuldade em abrir a porta enquanto segurava mala, mochila e papéis. A porta finalmente abriu e eu entrei no quarto. Foi amor à primeira vista! Dois beliches, uma mesa redonda, uma poltroninha e dois pequenos armários, tudo bem simples e bem aconchegante ao mesmo tempo! Notei que cada cama tinha um papel de identificação com um nome, a data de chegada no Campus e a data de partida.

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Eu não resisti e trouxe o meu papel pra casa!

 

Coloquei minhas coisas na cama identificada com meu nome (que por sorte não era a de cima do beliche) e corri pela primeira vez em mais de 12 horas pro banheiro… Minha primeira surpresa foi perceber que a porta do banheiro travava pelo lado de fora mas não pelo lado de dentro! Enquanto me aliviava notei uma outra porta dentro do banheiro. De início eu só fiquei mais confusa ainda, mas depois que eu abri essa segunda porta que eu entendi o porquê das portas travarem pelo lado de fora… Ela dava acesso a um segundo quarto exatamente idêntico ao meu. Inicialmente ele estava vazio, mas algumas semanas depois algumas meninas mudaram lá. As portas trancavam pelo lado de fora para que quem estivesse no outro quarto não conseguisse entrar no meu! Achei que usar um banheiro que não travava iria ser um desafio e tanto mas acabou que ninguém entrou lá enquanto eu o usava e vice-versa, já que bater na porta antes de entrar e perguntar se tinha alguém lá dentro resolvia tudo.

Depois de fazer o reconhecimento do quarto e organizar parte das minhas coisas encontrei os brasileiros para decidir o que iríamos fazer a seguir. Combinamos de descansar um pouco e ir para o almoço. Aproveitei esse pequeno tempo para tomar um banho. Fui um pouco infeliz na escolha já que mal consegui descobrir como fazer o chuveiro funcionar! Eu abria o registro mas a única água que saia era por uma torneira (que imaginei ter servido para encher a banheira algum dia). Não conseguia fazer a água sair pelo chuveiro de jeito nenhum! Tomei banho do jeito que deu e não lavei o cabelo, mas pelo menos estava renovada! Hahahahaha!

Quando fui sair para ir almoçar tive que pegar o mapinha do Campus para me achar. Estava SUPER perdida. Finalmente cheguei no Rita Hall. Assim que entrei lá fiquei mais perdida ainda! Sentei em um dos sofás que tem lá e fiquei esperando pelos brasileiros. A essa altura já havíamos criado um grupo no Whatsapp (é muito útil fazer isso!), mandei então uma mensagem para eles que me disseram já estar no refeitório. Eu não fazia ideia de onde ele ficava até que me falaram para subir as escadas! Assim que subi já encontrei os locais para pegar comida e sem muito esforço a mesa onde os brasileiros estavam sentados (não tinha quase ninguém almoçando lá àquela hora). A experiência com a comida nesse primeiro dia foi um completo desastre (que você pode ler um pouquinho mais clicando aqui).

Ao terminar de almoçar ficamos tentando decidir o que fazer. Não conhecíamos nada nem ninguém e não fazíamos ideia de onde ir! Avistamos uma menina do outro lado do refeitório almoçando sozinha. Um dos meninos foi perguntar se ela não queria se juntar a nós e ela, muito simpática, não recusou o convite. Era uma francesa que estava estudando lá desde janeiro e se ofereceu para nos levar até o centro de Tarrytown. Saímos do refeitório, trocamos de roupa, organizamos nossas coisas e partimos. Me encantei pela cidadezinha assim que comecei a andar por ela. As casas que pareciam ter saído de um filme, as ruas cheias de árvores, os carros caros e bonitos… Após parar em alguns locais estratégicos como a loja da AT&T e a CVS decidimos parar em uma iogurteria. Os donos, super simpáticos e provavelmente acostumados com os intercambistas, logo foram puxando assunto, perguntando de onde éramos e explicando sobre os sorvetes. Estávamos sentados nos refrescando um pouco naquele calor maravilhoso quando começou a tocar uma música um pouco conhecida… Era em português! Não me lembro bem ao certo qual era, mas tocava um MPB! (Para ler mais sobre Tarrytown clique aqui).

Decidimos voltar para o Campus e, pela primeira vez, quase morremos. Tivemos a primeira experiência subindo o morro… Quando finalmente alcançamos o Campus fomos todos até o quarto de cada um para conhecer os roommates. Estava triste pois até esse momento nenhuma das minhas roommates havia chegado ainda. Quando chegou a vez de irmos até meu quarto tive uma surpresa. Assim que abri a porta avistei uma menina sentada na pequena poltrona do outro lado do quarto! Fiquei super feliz, já fui perguntando o nome e de onde ela era. “My name is Yuno and I’m from México!”, ela disse. A primeira reação geral dos brasileiros foi unânime e muito engraçada: “Tequilaaaaaa!”. Todos rimos, conversamos um pouco com ela, começamos a gastar um pouquinho do nosso inglês e logo depois decidimos ir jantar.

Depois de jantar voltei até meu quarto, tirei todas as roupas da mala, arrumei-as em um dos gaveteiros abaixo da minha cama, coloquei meu pijama, ajustei o despertador e fui dormir… Antes de cair no sono me dei por conta de que aquela seria a primeira das várias noites que iria passar naquele lugar e de como eu era sortuda por ter a oportunidade dessa experiência.

Espero que tenha gostado da postagem! Posts novos toda segunda-feira!

See you!!

 

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Como funcionam os aeroportos: JFK e Guarulhos! (Volta) + Momentos sentimentais

Hello!!

Embora ainda não tenha escrito sobre a viagem propriamente dita, essa postagem será sobre o último dia da aventura. Falarei sobre o embarque no JFK e o desembarque em Guarulhos, aproveitando que a última postagem foi sobre a partida para New York (clique aqui para ler)!!

O transfer que a própria EF oferece para os alunos custa (ou custava, pelo menos na época da minha viagem) U$ 100,00 para ir e mais U$ 100,00 para voltar. O da ida eu acabei contratando por não conhecer nem um pouco a cidade e não saber como funcionava o sistema de metrô/trêm (existe um jeito de chegar do aeroporto ao Campus e vice-versa através deles). Para voltar, presumi que já conheceria bem o sistema de transporte para ir até o aeroporto sem gastar muito. O único problema é que as pessoas que iriam no mesmo voo que eu ou nos voos que sairiam quase no mesmo horário já haviam contratado o transfer, e eu não queria ir sozinha até o aeroporto pois estaria com duas malas fora a mochila! A única pessoa que também não tinha contratado o transfer era a Izabella. Ela estava com 3 malas fora a mochila, então seria praticamente impossível ir com tranquilidade até o aeroporto usando o sistema transporte (até porque o metrô de Manhattan não comporta mais de uma mala no corredor… É estreito demais!!). Conversando com alguns amigos que fizemos lá na EF, a Izabella conseguiu o telefone de um homem que fazia serviço de transfer do Campus até o aeroporto. O serviço para nós duas sairia por U$ 100,00! Topei na hora, já que é metade do que seria se eu fosse contratar o serviço da própria EF!

Depois de despedir dos amigos e derramar algumas lágrimas, entramos na van que já acomodava nossas malas. Ao passar pela frente do Campus me dei por conta que seria, talvez, a última vez na vida que visitaria aquele lugar. Bateu uma tristeza enorme! A vontade de ficar mais um tempo só não era maior do que a vontade de voltar para casa e, além de matar as saudades da família, comer comida boa (clique aqui para ler a postagem sobre A comida no Campus). No caminho, falei para a Izabella olhar pela janela e, para nós duas, foi um momento triste, feliz, mágico, nostálgico. Ficamos hipnoticamente olhando pela última vez naquela viagem a skyline de NY. Só quem vê o horizonte sabe de verdade as emoções que ele transmite. Não sei dizer exatamente o que se passou pela minha cabeça naquele momento, a única coisa que me recordo é que fiquei lembrando de cada situação que passei naquele intercâmbio, cada passeio que eu fiz em Manhattan, cada foto que tirei, cada risada que ficaria guardada para sempre na memória e na história da cidade que nunca dorme… Cidade, essa, que tornou-se para mim um dos meus lugares favoritos no mundo!

Chegando no aeroporto fui até o balcão da TAM, fiz check-in, embarquei as malas e reencontrei algumas das pessoas que estavam no mesmo voo que eu mas foram até o aeroporto com o transfer da EF. Esperamos um pouco e fomos todos juntos para a fila do Raio-X (que no terminal onde embarquei é praticamente uma continuação do saguão onde estão os balcões das companhias).

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Arte super interessante que tem no terminal que embarquei no JFK

A fila é grande, mas até que anda rápido. E é praticamente a mesma coisa que eles fazem aqui no Brasil, então prepare-se para ficar sem várias partes da sua roupa e seus acessórios!!! E depois do Raio-X vem a Polícia Federal, que também não tinha muita fila. Como você está saindo do país, já não precisa se preocupar tanto… É só entregar o passaporte e ganhar o carimbo de saída dos EUA. A área de embarque é repleta de restaurantes, lanchonetes e lojinhas! Aproveite para comer alguma coisa enquanto o horário do voo não chega! Como estávamos com tempo, alguns de nós foram comer na lanchonete e outros, assim como eu, foram a um restaurante. Comi deliciosamente, como se não visse comida boa há décadas (ok, não eram décadas… Hahahaha). Era um hambúrguer gigante, com salada, bacon e batatas fritas. Quando terminamos de comer o embarque para o meu voo já havia começado, então foi hora de despedir daqueles que não estariam no mesmo voo que eu e partir, literalmente. Não tive problemas no voo dessa vez, exceto pela mudança de horário que foi avisada uma semana antes.

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Réplica super legal que estava no terminal de embarque

O avião começou a taxiar a pista, ligou as turbinas e decolou. Olhando pela janela fechei os olhos e repassei novamente na minha cabeça as mesmas cenas, os mesmos momentos que lembrei quando olhava pela última vez a skyline. Chorei, não só por partir, mas também porque foi quando percebi o quanto eu sentia falta da minha família, em menos de 12 horas eu veria todos novamente.

Depois de dormir grande parte da viagem, acordei e tomei meu café da manhã meio atrasado, pois ele já havia sido servido… Não muito tempo após terminar o serviço de café da manhã, o avião pousou. Desci do avião, e ao passar pela Polícia Federal, que estava sem filas, entreguei o passaporte juntamente a autorização de viagem, que acabou não sendo necessária. O funcionário da PF perguntou se eu tinha ido fazer intercâmbio, falei que sim, e ele perguntou se eu tinha gostado… Abri um sorriso no rosto e falei que  havia gostado demais!

Saindo da Polícia Federal eu e os outros brasileiros que estavam comigo tivemos que esperar um bom tempo pelas malas! Não sei o motivo, mas elas demoraram mais de 1 hora pra chegar! Depois de finalmente pegar as malas seguimos o caminho para o Raio-X… Não sei se são para todos os voos ou se só para aqueles que chegam dos EUA onde as pessoas geralmente fazem muitas compras, mas eu nunca tinha passado pelo Raio-X quando cheguei no país… As malas, que já estão com você nesse momento, passam por um Raio-X gigante! Tome cuidado com o excesso, pois é nessa hora que vão querer verificar se você ultrapassou ou não a cota dos U$ 500,00 em compras… Saindo do Raio-X fomos redirecionados a um corredor que leva diretamente para dentro do Duty Free, mesmo que você não queria passar por ele… Depois de rodar um pouco para encontrar a saída (que é propositalmente não tão óbvia assim) chegamos ao portão de desembarque.

No meio de tantas famílias, demorei um tempo para encontrar meus pais… Mas nada se compara com a felicidade de vê-los pessoalmente de novo depois de um mês longe! Me despedi dos meus amigos brasileiros que me acompanharam durante grande parte da minha viagem e segui com a vida. É difícil voltar a rotina depois de todas as experiências de um intercâmbio! Por algumas horas depois de voltar me senti perdida, como se estivesse faltando alguma coisa! Isso some com o tempo e aí surge a ressaca pós-viagem, que é quando você tem para contar uma história da viagem para qualquer coisa que alguém fala, mesmo que não tenha nada a ver com nada!

Embora esse post conte o fim de tudo, os relatos acabaram de começar! Nas próximas semanas escreverei sobre tudo o que é preciso saber sobre o Campus, Tarrytown, transportes e, é claro, os passeios em Manhattan!

Espero que tenha gostado da postagem! Posts novos toda segunda-feira!

See you!!

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Como funcionam os aeroportos: Guarulhos e JFK! (Ida)

Hello!!

As postagens do blog daqui em diante serão mais focadas em minha experiência com o Intercâmbio, começarei falando sobre o funcionamento dos aeroportos que frequentei durante minha viagem!

Chegando no aeroporto de Guarulhos, o segredo por lá é o tempo! Com pelo menos 3 horas de antecedência do horário de partida do seu voo, vá até o balcão da sua companhia aérea, faça check-in e despache as bagagens (cuidado para não pagar excesso de bagagem! Leia mais sobre isso no site da sua companhia aérea). Pode ser que a fila para o seu embarque ainda não esteja disponível, nesse caso aproveite para comer alguma coisa e verificar o tamanho da fila para passar pelo Raio-X!!

Com o check-in feito e as malas despachadas, caso ainda não tenha comido nada, aproveite! Se a fila no balcão da companhia aérea não estiver grande, provavelmente você terá tempo de sobra agora! E caso ainda não tenha conferido o tamanho da fila do Raio-X essa é a hora! Estou enfatizando bastante esses dois pontos pois na área de embarque não existem grandes restaurantes, somente os cafés! Eles não servem para matar a fome, e são beeeeeem caros (não que os restaurantes do lado de fora também não sejam haha)!! E a fila do Raio-X é um ponto crucial no seu tempo, já que se ela estiver grande demais a ponto de estar dando voltas do lado de fora do portão de embarque (sim, isso é bem possível principalmente se for alta temporada!) pode ser que você gaste mais de 1 hora esperando!!

Chegando no portão de embarque é hora de se despedir, colocar a mochila nas costas e começar de verdade a experiência de ser um intercambista, já que a partir desse ponto é você junto com você mesmo!

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Foto com a família antes de embarcar!

Depois de esperar na fila, chegou sua hora de passar pelo Raio-X! Como já enfatizado na postagem sobre como organizar sua mala (clique aqui para ler) não é permitido armas de qualquer tipo, objetos pontiagudos/cortantes que possam ser usados para causar ferimentos, substâncias explosivas/inflamáveis/químicas/tóxicas, frascos de líquidos com mais de 100 ml na mala de mão ou juntamente com você. Consulte com a sua companhia aérea outras possíveis restrições. Normalmente, você terá que retirar casacos, chapéus, sapatos, cintos, colares, cachecóis, meias grossas e o que mais eles pedirem pra você tirar! É talvez uma das partes mais chatas do aeroporto!

Após passar pelo Raio-X e se vestir de novo, você encontrará a Polícia Federal! Essa parte costuma ter filas dividas para os diversos tipos de passaporte, e mesmo assim as filas não demoram mais do que 15 minutos! Caso seja menor de idade, terá que apresentar a Autorização de viagem (clique aqui para ler a postagem sobre Embarque internacional de menores) juntamente com o Passaporte e os outros possíveis documentos necessários para o embarque (clique aqui para ler a postagem sobre a Documentação necessária para o Intercâmbio nos EUA). Passar pela Polícia Federal costuma ser bem tranquilo e os funcionários são bem simpáticos, eu pelo menos nunca tive experiências ruins!

Quando você finalmente passa pela Polícia Federal a parte consumista da viagem começa! Alguns chamam de paraíso, outros falam que é caro demais e outros chamam só de Duty Free mesmo! Eu, particularmente, gosto de chamar de paraíso… Não pelo fato de que eu compro muitas coisas lá, muito pelo contrário! Mas passear por entre as várias sessões da loja com produtos do mundo todo é um verdadeiro passeio a parte!! É como se fosse um ponto turístico dentro do aeroporto!

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O telão na entrada do paraíso!

Se você não for comprar nada, 20 minutos são suficientes para você andar por todo o Duty Free e ainda se deliciar só de olhar para as tantas marcas de chocolate disponíveis!

Saindo do paraíso você encontrará a área de embarque, nada mais do que um longo corredor com algumas portas e várias cadeiras na frente. Encontre o portão correspondente ao indicado em sua passagem e espere. Pode ser que não demore tanto assim ou pode ser que você ainda tenha mais ou menos 1 hora pela frente! Aproveite para carregar o celular nas disputadíssimas tomadas!! Caso esteja indo em alta temporada para uma escola grande (como foi o meu caso) pode ser que você já comece fazendo suas amizades no aeroporto! Enquanto esperava sentada em frente ao meu portão de embarque notei que a menina ao meu lado estava com uma pasta da EF exatamente igual a minha guardando seus documentos! Perguntei se ela também estava indo para NY e acabou que ela foi minha companhia em grande parte da viagem! A melhor parte é que ela também iria pegar o transfer do JFK para o Campus e voltaria no mesmo voo que eu!!

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O portão de embarque

Tive alguns contratempos com o embarque (clique aqui para ler a postagem sobre Voos cancelados). Depois de tudo o que já tinha passado até que enfim embarquei, sentei em meu lugar, o avião ligou os motores, alinhou com a pista e, finalmente, decolou. Durante o voo, quase chegando em New York, as aeromoças entregaram um papel para preenchimento onde eu deveria colocar além do meu nome, sobrenome, número do passaporte e endereço nos EUA se eu estava levando alguma coisa inflamável, comida, drogas, armas, animais ou qualquer outra coisa estranha dentro da minha mala. Após responder NÃO para todas as perguntas (embora estivesse levando duas embalagens de leite condensado dentro da mala.. Haha) guardei o papel comigo, já que mais tarde ele seria necessário para apresentar na Polícia Federal dos EUA. Como o voo era direto, depois de mais ou menos 10 horas eu pousava, como já dizia Frank Sinatra, na cidade que nunca dorme!

Logo ao sair do avião entrei juntamente com minha amiga do aeroporto numa fila para passar pela primeira parte da Polícia Federal! É nela que vão conferir o passaporte, visto e I-20, dando a permissão para entrada no país! Depois pegamos as malas que já estavam fora da esteira quando chegamos pois demoramos mais ou menos meia hora esperando na fila da PF. E então você passa pela segunda parte da Polícia Federal, que é quando você entrega aquele papel que preencheu no avião. O funcionário irá olhar o papel, olhar para sua mala, olhar para sua cara e dar o veredito: pode passar direto porque gostei da sua cara e o seu papel está preenchido com NÃO em todas as opções ou não gostei da sua cara e quero abrir a sua mala. Pode parecer piada, mas é assim mesmo! Então na hora de entregar o papel sorria, mas não tanto e torça para que ele goste de você!

Finalmente, depois de tudo, bem vindo aos Estados Unidos! Você sairá no portão de desembarque onde encontrará milhares de plaquinhas com diferentes empresas de transfer. São tantas que dá até medo de não encontrar a certa!! Ficamos olhando e procurando por um tempo, até que avistamos uma bandeirinha rosa da EF! Estava um pouco preocupada pois, como já havia escrito na postagem anterior, tive problemas com meus voos e o número do voo que estava registrado no cadastro do transfer era diferente daquele em que eu voei. Andamos até lá e fomos recebidas por uma moça que perguntou nosso nome para procurar na lista do transfer (como a lista é por nome, não tem problema se seu voo mudar ou atrasar, eles vão estar lá esperando). Ela nos pediu para esperar a chegada de mais alguns alunos que iriam no mesmo transfer que a gente. Esses alunos chegaram, todos falando em inglês. Até que chegou mais um, usando uma camisa do Brasil… Fomos falar com ele, e todos aqueles que haviam chegado e achávamos que eram gringos também vieram! Eles na verdade eram brasileiros que também estavam no mesmo voo que nós! Depois de esperar um pouquinho o motorista nos conduziu até o local onde deveríamos esperar por ele. Não preciso nem falar que quando saímos para fora do aeroporto a primeira coisa que fizemos foi sair tirando os casacos… Estava MUITO quente!!

Acabou que no nosso transfer só tinham brasileiros!! Não preciso dizer que o caminho todo até o campus foi bem engraçado… Entre as risadas, avistei pela primeira vez a skyline da cidade pela qual acabei me apaixonando!

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Tá bem de longe, bem pequeno, mas foi mágico!

Mais ou menos 40 minutos depois estávamos no Campus! Embora o relato esteja bom, a continuação da história fica para depois! Para ler sobre a chegada no Campus, clique aqui!

Espero que tenha gostado da postagem! Posts novos toda segunda-feira!

See you!!

 

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Voos cancelados! (Socorro!! O que eu faço?)

Hello!!

Tive vários contratempos com meu voo de ida para New York. Como você pode também passar ou estar passando pela mesma situação, escreverei minha história e o que eu fiz para que tudo desse certo no final!!

Alguns meses antes da viagem criei um grupo no WhatsApp para quem também estivesse indo para New York com a EF no mês de Julho e divulguei na rede social da própria escola chamada My EF. Acabou que o grupo fez bastante sucesso, contava com pessoas do mundo todo, e entre elas conheci uma menina do Brasil que estaria no mesmo voo que eu, a Bárbara.

 Era dia 4 de Julho de 2015, um Sábado. O grande dia finalmente tinha chegado!! Mais ou menos 10 da manhã entrei no site da TAM (onde comprei as minhas passagens) para verificar se estava tudo certo com meu voo, se nenhuma alteração havia sido feita. Estava tudo perfeito! Embarcaria às 11 da noite naquele dia.

Enquanto fazia o almoço recebi uma mensagem da Bárbara perguntando se eu tinha visto que nosso voo havia sido alterado. Nessa hora eu gelei. Pedi para minha mãe entrar no site da companhia aérea e, para nossa decepção, havia um aviso dizendo que o voo havia sido remanejado para o dia seguinte. E, como se isso não bastasse, era um voo diurno chegando em NY já de noite. Na hora, não sabíamos o que fazer… Ligamos para a TAM e após 2 longas horas sendo transferida para diversas linhas, ligando para os mais diversos setores que nos passavam, minha irmã conseguiu fazer com que arrumassem um lugar para mim no voo que sairia 9 da noite. Tivemos que usar várias desculpas, entre elas, a que mais convenceu e talvez conseguiu o assento nesse voo foi a de que eu era uma menor embarcando sozinha e que precisaria chegar no horário pois haviam pessoas esperando por mim (e nada disso deixava de ser verdade, já que havia contratado o transfer).

Observações: Alegaram que a mudança de voo havia ocorrido por problemas na aeronave.

A Bárbara só embarcou no dia seguinte mesmo e, segundo ela, foi horrível voar durante o dia… Fora que ela só chegou no campus no Domingo beeeem tarde e só consegui ver ela na segunda-feira.

Como o horário já estava ficando apertado, tomei um banho e saímos rumo ao aeroporto. Fiz meu check-in, embarquei as malas, jantei, me despedi dos meus pais e da minha irmã, entrei no portão de embarque, passei pelo Raio-X, pela Polícia Federal e pelo Duty Free. Pensei comigo mesma: “Bom, agora que estou bem na frente do portão de embarque, esperando, nada mais pode dar errado. Eles não podem mais cancelar o voo.” Parece que eu fui bem ingênua… Já eram 9 da noite e nada de chamarem para o embarque. Quando já eram umas 21:20 uma voz no auto falante anunciou que o voo havia sido cancelado e que seríamos todos remanejados para uma outra aeronave. Um misto de decepção e raiva tomou conta de mim… Pisando duro, mas fui até o balcão onde os funcionários da companhia ficam no portão de embarque para perguntar o motivo de cancelarem o voo. Adivinha só? “A aeronave apresentou problemas, senhorita.” Nessa hora comecei a falar bem mal tanto da companhia quanto das aeronaves para os funcionários, já que “apresentar problemas” era na verdade um sinônimo para qualquer coisa que ocorresse de errado e esse já era meu segundo voo sendo cancelado no mesmo dia!!

Depois que eu terminei de comer uma mousse de maracujá no café que tinha praticamente em frente ao portão de embarque, anunciaram no auto falante que outra aeronave havia sido providenciada e que precisariam que uma pessoa da classe econômica embarcasse no dia seguinte, em outro voo (aquele que eu quase fui) em troca de alguns dólares e uma noite no hotel ao lado do aeroporto. É claro que demorou bastante até que eles arrumassem alguém para isso, até porque o tanto de dinheiro que eles ofereciam não valia a pena. Quando alguém aceitou a proposta, finalmente anunciaram o novo portão de embarque que era quase do outro lado do aeroporto!! Fiz questão de ir quase correndo, só pra ter certeza que embarcaria…

Chegando lá, entrei numa fila específica (havia uma fila para cada bloco de assentos no avião) e tive que esperar praticamente o avião inteiro embarcar… Quando finalmente chegou minha vez percebi que não tinha uma aeronave no lugar que era pra ter, mas ao invés disso tinha um ônibus! Entrei no ônibus que atravessou grande parte da pista até chegar no avião. Desci do ônibus, subi a escadinha até a porta do avião e entrei. Quase nem acreditei quando vi a aeromoça me falando oi com um sorriso no rosto! Sentei no meu assento e pensei: “Daqui eu não saio, daqui ninguém me tira! Agora vai, agora sim eu vou pra NY!” E, assim como antes, fui ingênua. Eis que o comissário de bordo anuncia: “Precisamos que alguém da classe executiva desista de seu assento para embarcar no dia seguinte, já que é necessário mais um assento para descanso da tripulação. Não levantaremos voo enquanto não cumprirmos esse requisito.” Dessa vez eu nem desanimei tanto… Não tinha mais como desanimar depois de tudo o que eu já tinha passado nesse dia. Algum tempo depois o avião começou a andar, presumi então que alguém da classe executiva realmente desistiu do voo (em troca, é claro, de algum dinheiro que felizmente foi mais do que ofereceram para a classe econômica).

Quando o avião ligou as turbinas, deu aquela acelerada e finalmente levantou voo eu nem acreditei. Por mais irônico que seja, eram 11 da noite… Finalmente pude comer meu jantar de avião e assistir àqueles filmes que acabavam de sair do cinema direto para a pequena TV. Não consegui dormir mais do que 3 horas durante o voo todo, já que a ansiedade de chegar logo em New York era maior do que tudo! Mesmo com tudo que tinha acontecido, eu estava “uma pilha”! 10 horas depois de levantar voo, finalmente pousei na Big Apple!

Toda a aventura que se sucede será contada nas próximas postagens (inclusive contarei mais detalhadamente a saída e a chegada nos aeroportos)!! Antes de encerrar gostaria de dizer que meu voo de volta também teve alterações… Dessa vez, com alguns dias de antecedência, me mandaram um e-mail avisando que o horário de partida havia sido adiantado em 1 hora! Como eu não tinha contratado nenhum transfer ainda, não me preocupei. A única coisa que eu fiz foi praticamente ignorar, porque depois de tudo o que eu passei para conseguir chegar em NY uma alteração de horário não era nada.

Concluo dizendo que não tive má sorte, mas sim que a má sorte em voos faz parte de mim. Em todas as viagens internacionais que eu fiz, sem exceção, tive algum problema. Não importa se são com os assentos, com cancelamentos, se é na ida ou na volta, nunca tive um voo que pude chamar de perfeito em relação à parte burocrática. Não vá, então, esperando por problemas em seu voo, somente esteja preparado e saiba como agir caso eles aconteçam! O meu caso é um caso a parte e não deve ser usado para parâmetros!!

Espero que tenha gostado da postagem! Posts novos toda segunda-feira!

See you!!

 

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Como organizar sua mala + lista de mala de viagem para o verão!

Hello!!

O post de hoje será um pouco mais descontraído e informal! Com poucos dias para o início da grande viagem é hora de começar a montar as malas! Para alguns chega a ser um momento horrível, mas tentarei fazer com que tudo fique mais fácil e divertido!

Estou deixando o link para baixar uma lista de coisas para colocar na mala em uma viagem de verão clicando aqui. (Como montei essa lista para o verão e para mim, pode ser que algumas coisas de inverno e masculinas estejam faltando nela… Hahaha!)

Comece separando/comprando a mala para despachar e a mochila/mala de mão para embarcar com você! O ideal é que a mala seja grande o suficiente para levar suas coisas com espaço sobrando, pois não existe coisa pior do que perceber que não existe espaço suficiente na mala para trazer as coisas na hora de voltar pra casa! A mochila ou mala de mão não deve ser tão grande (verifique o tamanho máximo da bagagem permitido pela sua companhia aérea!), pois além de carregar a mochila você também terá que carregar a mala! O ideal é algo que caiba uma troca de roupa, os documentos, a carteira, o celular/máquina fotográfica, a escova de dentes/pasta de dentes e, variando de caso para caso, um descanso de pescoço ou notebook. Em alguns casos não é necessário levar tudo isso, cada um sabe o que realmente precisa ou não levar na bagagem!

Agora começa a parte divertida! Ligue uma playlist com suas músicas favoritas e relaxe! Antes de sair colocando tudo dentro da mala é melhor separar e organizar! Tente imaginar se você realmente usará determinada roupa, não adianta nada, por exemplo, levar uma roupa de festa se você não for realmente usá-la. Procure também levar roupas que podem ser combinadas, como um shorts que vai bem com várias blusas, pois assim você pode economizar bastante espaço.

E lembrando que caso você fique hospedado em um local que possua lavanderia não é necessário levar roupas para todos os dias da viagem (clique aqui para ler a postagem sobre Lavanderia no Campus EF NY). Caso fique 1 mês, uma mala de roupas para 15 dias já é mais do suficiente. Se a viagem for para os EUA é muito provável também que você faça compras, então serão mais trocas de roupa para usar e lavar além das que você já está levando!

Confira se tudo o que está na sua lista realmente está separado para ser colocado nas malas! Logo depois de separar tudo e checar, coloque em necessaires coisas como shampoo/condicionador, escova de dentes/pasta, etc, defina o que vai levar na mala de mão e já arrume (lembrando que não é permitido armas de qualquer tipo, objetos pontiagudos/cortantes que possam ser usados para causar ferimentos, substâncias explosivas/inflamáveis/químicas/tóxicas, frascos de líquidos com mais de 100 ml. Consulte com a sua companhia aérea outras possíveis restrições). Tudo o que sobrou vai ficar na mala para despachar!

Para arrumar a mala comece colocando parcialmente objetos como toalhas ou cangas dentro da mala, deixando sobrar nas laterais. Isso serve para ficar melhor na hora da finalização! Faça a mesma coisa com calças, deixando a parte das pernas para fora e de preferência em uma borda que ainda não tenha nada. Depois coloque os sapatos (que ficam melhores dentro de uma sacola) na parte da mala mais perto das rodinhas, pois essa será a parte de baixo da sua mala e, consequentemente, a parte que deverá conter tudo o que é mais pesado, já que a gravidade fará com que tudo “caia” para esse lado. Com isso, coloque os utensílios de banho e acessórios nessa parte da mala também. Se estiver levando algum documento ou material que não precise estar com você na mala de mão você pode deixá-los no bolso que existe na parte interna da tampa da mala e que, geralmente, não cabe muita coisa (a não ser que a sua mala seja daquelas duras… Aí são duas malas em uma!). Todo o espaço restante, inclusive o espaço acima da sacola de sapatos e dos utensílios de banho e acessórios, serve para acomodar as roupas e o que mais sobrou!

Procure deixar as roupas que amassam mais próximas do lado da mala oposto ao das rodinhas! Depois de encaixar tudo ainda estarão sobrando para fora metade das toalhas ou cangas e as calças, então dobre essas partes para cima do que já está montado da sua mala, como se estivesse fechando um sanduíche! Isso fará com que as coisas dentro da mala fiquem “abraçadas” e evitará com que tudo se desarrume! Sempre funcionou comigo e as roupas parecem chegar no destino da mesma forma que saíram da minha casa!

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O estado da minha mala durante a montagem!

Se não sobrou mais nada, feche a mala e coloque os cadeados! Dê preferência para as malas que possuam uma espécie de argola presa à elas para que você possa fechar o cadeado e travar o zíper! Isso evita com que pessoas mal intencionadas possam abrir sua mala. A bagagem de mão não precisa necessariamente ter um cadeado, basta ser cuidadoso, nunca deixar a mala solta e estar sempre atento! Se isso for deixar você mais tranquilo, um pequeno cadeado é suficiente já que a bagagem vai estar o tempo todo com você.

Após tudo isso, a mala está pronta! Caso queira proteger sua mala contra arranhões e chuva, é possível embalar no próprio aeroporto com um plástico geralmente colorido. As empresas que prestam esse tipo de serviço costumam cobrar entre R$30,00 e R$ 60,00.

É claro que arrumar a mala desse jeito não é uma regra, cada um acaba descobrindo com o tempo a melhor forma de arrumar a própria mala! Não deixe de experimentar outras ideias!

Espero que tenha gostado da postagem e das dicas! Não deixe de compartilhar nos comentários suas próprias dicas para arrumar as malas e assim ajudar outros futuros viajantes! Posts novos toda segunda-feira!

Boa viagem! See you!!

 

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